VII Festival das Culturas

 

A sétima edição do Festival das Culturas da Unilab está prestes a começar e, desta vez, promete ser ainda mais especial.

 

Apresentação “D’Kebrada”, da Companhia CorpoMudança. Foto: Helder Agripino.

A sétima edição do Festival das Culturas da Unilab começou no último dia 21, em uma belíssima noite no Anfiteatro do Campus da Liberdade, em Redenção/CE. O evento, organizado pela Pró-Reitoria de Extensão, Arte e Cultura (Proex), ocorre até 25 de novembro, com o tema “Arte e Cultura na Diversidade: Democracia, Inclusão e Reconstrução”.

A abertura do festival ficou por conta do multiartista brasileiro CA CAU. Com nove CDs e dez turnês internacionais no currículo, além de pinturas, poesias, instalações e esculturas, CA CAU brindou o público com um compilado de seu trabalho, como o recente trabalho O GRITO, nascido durante a pandemia de Covid-19. “De forma geral, a arte e as pessoas estão sufocadas. Na verdade, é uma forma de manifestação sobre tudo o que estamos vivendo no país. Ela foi concebida sob a égide não só da música, mas também da poesia e das artes visuais, considerando um cenário com projeções e luzes e performances dos artistas convidados”, explica.

 

Multiartista brasileiro CA CAU abriu a noite de apresentações. Foto: Helder Agripino.

CA CAU também é conhecido por sua atuação destacada na ONG Tapera das Artes, em Aquiraz/CE, onde exerceu a direção artística por uma década. Nesta quinta-feira, um grupo de estudantes da Unilab foi recebido na ONG para o Festival em Trânsito: “Encontro Mestre & Aprendiz – No Palco & Na Vida”, numa troca artística. “Eu tenho um carinho especial por Redenção. O diálogo com países de língua portuguesa e com a cultura afro faz parte do meu trabalho”, declarou.

A plateia pôde se emocionar com o espetáculo de dança “D’Kebrada: memórias de um território”, da Companhia CorpoMudança, do Instituto Katiana Pena. “É na quebrada do bairro que a gente cria a nossa dança. Ela nos dá inspiração. E dessa quebrada urbana periférica queremos revelar as origens que remetem à vinda do campo de nossas famílias”, informam. Assim, o trabalho de pesquisa do espetáculo ouviu os mais antigos e suas vivências e formas de estar no mundo.

 

Apresentação “D’Kebrada”, da Companhia CorpoMudança. Foto: Helder Agripino.

 

A noite contou ainda com apresentações dos grupos Vozes d’África, “Kabaz di Terra” e “Harmonia Valandi”.