
Com o tema “Arte, Cultura Popular e Resistência”, a Unilab dá início à terceira edição do Festival das Culturas, que ocorre de 23 a 25 de maio de 2018, em Redenção/CE e em São Francisco do Conde/BA. A programação contará com atrações artísticas como dança, teatro, música e cinema. A terceira edição do festival visa debater a importância da arte e da cultura popular como desencadeadores da reflexão política sobre a produção artística e cultural popular, a cidadania e o desenvolvimento econômico dos países africanos e suas relações com o Nordeste brasileiro.
Vozes D´África – Música e ritmos tradicionais africanos. Foto: Ivan Freire/PROEX
A abertura do evento ocorreu no dia 23, às 17h30, com fala da Reitoria, Proex e um representante discente, no Campus da Liberdade. Ela será antecedida pela manhã por vernissage das exposições “Feminino em Cor”, “Orixás e Resistência”, “Pibid e docência: percursos iniciais, experiências perenes”, que estarão em mostra até o final do festival. Pela tarde, ocorrem atividades diversas e oficinas de audiovisual, artes visuais, literatura, música, dança e moda.
Os fins de tarde e as noites do festival no Ceará têm muita arte, com performances, peça teatral, apresentações musicais e de dança de artistas de Fortaleza e da Região do Maciço de Baturité.
A manhã do dia 24 foi marcada pelo Fórum de Extensão, Arte e Cultura, em que participaram a Proex, o Grupo de Trabalho de Extensão e o Grupo de Trabalho de Arte e Cultura, iniciativas que agregam universidade e comunidade. O fórum é o momento em que pessoas da comunidade unilabiana e do Maciço do Baturité e Recôncavo Baiano, interessadas no planejamento das ações de extensão, arte e cultura, possam participar e ajudar a construir um programa de ação plurianual para a universidade.
O último dia de festival terá, além das oficinas e apresentações artísticas, a mesa “Dança, arte e resistência no Ceará”, com participação de representantes do Vila das Artes e curso de Sociologia da Unilab.
A programação em São Francisco do Conde/BA conta com oficinas diversas e mesas-redondas, como “Gestão local: desafios para o fortalecimento da cultura popular” e “Arte e cultura da resistência”, ambas na quarta-feira (23), no auditório, pela manhã e tarde, respectivamente.

Exposição ‘Feminino em cor’’, no Campus da Liberdade/Ce. Foto: Assecom
Uma delas é a exposição “Feminino em Cor”, no pátio administrativo do Campus da Liberdade, em Redenção/CE. Trabalho da artista Mônica Barbosa, as obras buscam refletir a construção de um discurso de transgressão. A exposição apresenta os corpos onde as manifestações físicas costumam estar sob controle, em um lugar onde a prioridade é estar livre. A sedução feminina é reforçada através de sua relação com a vida, com o terreno. A arte é um espaço para mediar essa temida relação com o corpo feminino e seus prazeres, para pensar sobre esse corpo como uma forma política de gestão da identidade”, ressalta o texto de apresentação.
Além dela, o público do Ceará também pode conferir as exposições “Resistência” e “PIBID e docência: percursos iniciais, experiências perenes”.
BAHIA

Exposição do artista Regis Couto em São Francisco do Conde/ Ba. Foto: Assecom
Conhecido como Regi Couto, Reginaldo de Almeida Couto já vendeu quadros para países como Itália e Espanha e agora está participando como expositor do Festival das Culturas. Seguindo um estilo impressionista, o artista natural de Madre de Deus e morador de São Francisco do Conde não escondeu a satisfação em ter sido bem recebido no evento.
“A aceitação dos alunos e servidores me deixou muito feliz”, declarou Regi Couto. Ao pintar quadros que retratam o município de São Francisco do Conde e a história de várias cidades baianas, o artista também comemorou a troca de experiências com os estudantes africanos; enquanto retrata o recôncavo baiano em suas telas, ele recebe conhecimento e vivências dos estudantes estrangeiros.